Vida e obra de Le Corbusier: a influência do ícone franco-suíço

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27 de dezembro de 2018
Fonte

https://sitelecorbusier.com/en/le-corbusier/

Conheça a trajetória e o legado do arquiteto e como suas obras influenciam a arquitetura até os dias atuais.

“A arquitetura é o jogo sábio, correto e magnífico dos volumes dispostos sob a luz”. Assim Le Corbusier definia o trabalho – e a arte –  que escolheu como profissão.

O franco-suíço Charles Edouard-Jeanneret-Gris está entre os arquitetos mais famosos e de maior reconhecimento no cenário arquitetônico mundial. Foi pioneiro do movimento modernista, assim como Oscar Niemeyer, e um dos maiores teóricos da arquitetura.

O arquiteto, contudo, não ficou famoso e conhecido por seu nome verdadeiro, mas pelo pseudônimo adotado: Le Corbusier.

Não à toa, seu jeito polêmico o fez ser incompreendido e muitas vezes odiado. No entanto, tornou-se um dos primeiros arquitetos a ganhar o status de starchitect, mescla dos termos star (estrela) e architect (arquiteto), fazendo com que fosse idolatrado como uma celebridade mundial.

Neste artigo, apresentamos um pouco da vida e da obra deste importante arquiteto e suas influências. Confira!

Primeiros contatos com a arte

Nascido no dia 06 de outubro de 1887, numa pequena cidade da Suíça chamada La Chaux-de-Fonds viveu grande parte de sua vida na França, onde, inclusive, tornou-se cidadão francês após o casamento.

Seu contato com a arte teve início aos 13 anos, quando entrou para uma escola com o objetivo de se tornar escultor. Ao completar 15 anos, já mostrava talento e foi premiado pelo desenho de um relógio.

A habilidade do jovem Charles chamou a atenção de um professor, formado pela Escola de Belas Artes de Paris. Foi então que o mestre apresentou a arquitetura para Le Corbusier.

O pseudônimo, aliás, é derivado do sobrenome de seu bisavô, Lecorbésier, e começou a ser usado na assinatura de suas obras em 1917, quando se mudou definitivamente para Paris e começou a se arriscar na pintura e outros ofícios.

Carreira

O primeiro projeto registrado de Le Corbusier foi a casa de um fabricante de relógios, na sua cidade natal.

Após escolher a arquitetura como profissão, Corbusier deu início a uma série de viagens para cidades da Europa. Realizadas em 1907, foram uma forma de adquirir conhecimento, uma “saída a campo” para o jovem arquiteto.

Passada uma temporada na Alemanha, ele viajou também pela Europa central e Ocidental. No ano de 1912, o arquiteto também já era professor, participando de eventos na Escola de Chaux-de-Fonds. Cidades francesas destruídas pela Primeira Guerra Mundial tiveram Le Corbusier trabalhando na sua reconstrução.

Junto com seu primo, Pierre Jeanneret, aos 35 anos de idade montou um escritório de arquitetura em Paris. Esta foi a oportunidade de explorar ideias e desenvolver conceitos, como o da “máquina de morar”, que era o modo como ele definia as residências.

Todo o trabalho desenvolvido no escritório resultou em diversos projetos na Europa, na África e na América do Sul, incluindo o Brasil.

Principais obras

O arquiteto franco-suíço deixou aproximadamente 30 obras construídas pelo mundo. Cerca de 17 delas são consideradas Patrimônios Mundiais da Humanidade pela UNESCO.

Entre tantos trabalhos importantes, as principais são:

  • Unités D’habitation (Marselha, França)
  • Villa Savoye (França)
  • Pavillon Suisse (Cidade Universitária de Paris)
  • Palácio da Assembleia (Índia)
  • Capela de Notre-Dame-Du-Haut (França)
  • Villa Roche (Paris, França)

O legado de Le Corbusier

Apesar de ter iniciado sua carreira há quase 100 anos, Le Corbusier influencia arquitetos e designers de todo o mundo até hoje. Não apenas no campo prático, mas também na teoria da arquitetura e no desenvolvimento de novas técnicas.

Corbu, como era carinhosamente chamado, sempre acreditou que a arquitetura poderia – e deveria – melhorar as questões sociais e, até mesmo, resolver problemas tangentes à sociedade, que envolvem planejamento urbano e paisagístico.

Suas técnicas construtivas, utilizando cimento armado em pilares e retirando das paredes essa função estrutural, fez com que seus projetos criassem um interior adaptado para necessidades de ocupação do espaço.

Todos os conceitos desenvolvidos pelo arquiteto têm como resultado obras que condizem com o cenário no qual estão inseridas, antecipando problemas, como por exemplo, o crescimento das cidades e do número de carros. Se contar, é claro, com a integração da obra ao meio, à natureza.

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